domingo, 2 de agosto de 2015

Há Renan e Renan's

Jogando com 3 zagueiros no primeiro tempo e com uma meia cancha sem qualidade e pegada, o Avaí não conseguia criar nada e ainda era ameaçado pelo fraco time do Joinville. Kleina optou por um esquema de jogo que deixa a nossa meia cancha atuando com  dois jogadores com  'qualidade' duvidosa: Renan Oliveira e Eduardo Neto. Fracos! Renan jogou sozinho por ali. Sozinho nos dois tempo. Um baita jogador. Mas sozinho... Nem Pelé.
Numa escapada do JEC  em cima do Eltinho e com Emerson saindo para cobrir o lateral, a bola foi cruzada para área Avaiana. Jeci fez a proteção correta para a saída do gol do Vágner. Vágner saiu do gol e... Que lambança! Errou muito, errou feio. Falha imperdoável do nosso goleiro.

No segundo tempo Kleina, ainda se preocupando muito com a zaga e nada com a meia cancha, tirou o zagueiro Emerson (?) e Eduardo Neto. Colocando Tinga e Roberto. Depois saiu Tauã por lesão e entrou Rômulo. Nino Paraíba, que não foi muito acionado no primeiro tempo,  começou a aparecer mais no ataque, mas nada que levasse efetivo perigo ao gol do Joinville. Eltinho tentou algumas jogada pela esquerda, também sem levar perigo e a nossa meia cancha... continuou dormindo.

Nossa meia cancha é fraca:
- Tem que ser qualificada na proteção a zaga, mais pegada; 
- Tem que ser qualificada na saída de bola e na criação efetiva de jogadas para o ataque. Nossa meia cancha, excetuando Renan, não serve pra a série A.
E o Joinville num bola alçada alta na área Avaiana, nenhum jogador cortou sua trajetória (Emerson que faz isso bem já estava fora) e ela caiu nos pés do jogador adversário que chutou para o gol e Vágner não usou a 'ferramenta' correta para pegar um chute defensável. Saltou, quando deveria ter corrido apenas na direção da bola e segurado ela com facilidade.

Renan é um excelente jogador, volante moderno pegador e muito qualificado para disputar qualquer campeonato do mundo. Vai nos dar muitas alegrias. 
Renan Oliveira é um jogador sem raça, sem qualidade para a série A e gelado. Não se envolve no jogo. Não veste a camisa.

Jogo péssimo do nosso time, e arbitragem horrível. Deixou de marcar dois pênaltis a favor do Avaí. Um no André Lima e outro (esse claríssimo) em Nino Paraíba.
Não estou justificando a derrota. O Avaí conseguiu perder para o Joinville. E perdeu porque jogou muito mal. Pessimamente!

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Que Camacho saiba ser o nosso 10

Foto: Alceu Atherino/Avaí Oficial

Nestor Camacho, de 27 anos, foi apresentado oficialmente nesta sexta-feira (31) como novo reforço do Avaí Futebol Clube para o Campeonato. O meia atacante, com passagem pela Seleção do Paraguai, mostrou-se motivado para o novo desafio.
Kleina, desde a lesão do meia Marquinhos Santos, vem tentando dar qualidade ao nossa meia cancha. Renan Oliveira e Juninho ainda não conseguiram se firmar na posição. Renan Oliveira fez apenas um bom jogo nesse Brasileiro e Juninho, nas poucas vezes que entrou em campo, teve menos chances que Oliveira, não conseguiu fazer a diferença. Não é fácil hoje em dia ter um camisa dez com qualidade. Marquinhos é raro!
O Avaí vem tendo apenas uma jogada de escape para o ataque, e ela é pela direita com Nino Paraíba e quem estiver jogando mais adiantado (tipo um ponta). Tanto Roberto quanto Everton Silva fizeram boa dubla com Nino.
Mas nossa meia cancha tem sido um problema crônico para Kleina. Tanto com seus meias de criação(?), quanto com seus volantes de contenção. Tem faltado jogadas com qualidade para o ataque e também, proteção a nossa zaga.
Camacho pode ser a solução no que diz respeito a criação.
Se esse jogador conseguir mostrar inteligência e consciência na criação que o meio exige, vai capacitar o nosso time para mais jogadas de escape além da nossa ala direita.
Que Camacho possa nos apresentar um belo futebol e muita vontade de vestir a nossa camisa. É desde já a minha torcida. 
Se isso acontecer o Avaí vai precisar encontrar apenas  um volante mais voluntarioso na marcação e que saiba soltar, com alguma qualidade, a bola que passa por seus pés.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Volta logo, 'moleque' William!



Se tem uma coisa que me deixa triste é ver jogador de futebol afastado em decorrência de  lesão séria dos campos de futebol.
Dizem que o futebol mudou muito, que antes se jogava por amor e que hoje em dia o profissional do campo joga tão somente por grana.
Ora, quando o mercado se abriu para os estrangeiros, de uma maneira ava$$aladora, garimparem o nosso 'ouro de chuteiras', já não havia nada que pudesse segurar um talento Brasileiro na terra tupiniquim, e eles se foram e se vão e nos deixam cada vez mais cedo e assim tem sido, e vai ser por muito tempo. Os motivos todos nós conhecemos.
Mas jogador de futebol, mesmo jogando apenas para garantir sua situação financeira, sempre joga bola por amar jogar bola. 
Quando por lesão, esse eterno 'moleque' que nasce e cresce pensando em bola, se vê privado de um prazer (prazer só sentido pelos apaixonados na prática do ato) tem que se afastar dos gramados onde a bola rola, sua dor é dor da perda.
Dele se tira o Ato. O ato prazeroso do Ator. 
Se tira o movimento espontâneo, o esforço agradável, o suor desejado, o cansaço vitorioso e nele e dele escapa o 'moleque'. Sua verdadeira alma.
Por 4 meses, como é o caso da lesão de William; por mais de um ano como foi o caso do zagueiro Emerson, só pra citar os que nos identificamos como Avaianos, é entristecedor para os amantes do futebol deixar de ver  seus  'moleques' no ato.
Sou uma amante desse jogo. E torço muito pela plena recuperação de todos os 'moleques' afastados do gramado por lesão.
Volte logo, moleque William!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Lançamento do manto de 1970/Fotos




Lançamento da camisa retrô do nosso Avaí/70', que aconteceu na noite de hoje na Loja Centauro do Beira Mar Shopping. Com a presença de Eltinho, Roberto, Renan, Rômulo e jogadores que vestiram essa camisa na década de 70, juntamente com o presidente Fernando Bastos.



"É preciso semear Avaianidade"



"É preciso semear avaianidade, investir numa cultura, numa filosofia de clube, em ações que valorizem ideais compartilhados. Não vender um mando de jogo não significa apontar o dedo para os torcedores, coagindo-os a comparecerem ao estádio para pagar o prejuízo financeiro da não venda. Não vender o jogo não significará mais torcedores na próxima rodada. Não vender-se deve ser encarado como uma filosofia, não uma moeda de troca imediata. Respeitar a torcida, romper a curva de indiferença dos torcedores com as agruras do futebol moderno e engradecer a instituição é semear futuro... " Leia o post da integra, sobre o que significa a negativa do Avaí em vender seu mando de campo, clicando aqui.

(Post do blog Blog Memória Avaiana)

O nosso Avaí não tem preço



MANDO DE CAMPO
(Comunicado Oficial do Avaí Futebol Clube)


Sim, vamos vender o jogo.

Você, torcedor do Avaí, já deve estar sabendo sobre a proposta que recebemos de transferir o jogo do dia 8 de agosto, contra o Fluminense. Caso não saiba, foi oferecido quase R$ 700 mil para o nosso clube permitir que a partida mudasse de endereço, da Ressacada para o Mané Garrincha, em Brasília.

Se nós vendemos? Sim, vendemos.

Mas não para quem nos fez a proposta. Resolvemos vender para os 15 mil torcedores que esperamos no nosso estádio. Para os 15 mil torcedores que estarão onde esse jogo deve acontecer: na nossa casa, no nosso campo.

Sim, o jogo continuará na Ressacada. Se enchermos o estádio vamos arrecadar no máximo R$ 250 mil, mas nada vale mais para o nosso time, nada motiva mais nossos jogadores que o seu grito vindo da arquibancada.

Por isso, avaianos, mais do que nunca, todos estão convocados para esta partida.

‪#‎JuntosSomosMaisAvaí‬

terça-feira, 28 de julho de 2015

Futebol: Por um 'detalhe'



Quando uma partida de futebol é decidida num 'detalhe'...
Sim, algumas são: Aquelas onde falta qualidade.
Não lembro de nenhum jogo da Copa do Mundo  da seleção canarinho de 1970 que tenha sido decidida por um 'detalhe'.
Nem a seleção de 1982, eliminada, será resumida a um detalhe. Seu talento não permite. Essa seleção foi eliminada porque jamais jogou por um 'detalhe'. Jogou dando show, sendo intensa. O Brasil jogava por um empate? - Dane-se! Urraram os craques brasileiros. - Nós vamos jogar futebol, nós vamos jogar pra vencer! 1982.
Oras, vencer no detalhe é reduzir noventa minutos de bola rolando num único segundo.
89 minutos vão para o ralo.
Escorrem ao ar livre para o esgoto em campos onde o futebol não é verdadeiramente jogado. Genérico!
Não é um pênalti perdido, uma bola no travessão, um gol irregular que decidem grandes jogos. Esses 'detalhes' decidem peladas. Talento e competência não são vistos aqui. 
E tem gente que fica horas e horas e horas discutindo, analisando e tentando explicar  essas pseudos-partidas de futebol.
Nenhum grande time é prisioneiro do 'detalhe'.
Nenhum árbitro de 1970 é lembrando quando se fala dos jogos do Brasil no México, e nenhuma partida dessa Copa pode ser contada num detalhe. Um pecado editar! Todos os jogos valem ser revistos sem cortes, sem edição. 
Futebol Brasileiro, que saudade!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

70's



Na próxima quarta-feira (29), o Avaí Futebol Clube lança, em parceria com a empresa R2, a mais nova camisa retrô. O produto licenciado é inspirado no "Azulão 70", time do Leão da Ilha que ficou conhecido desta maneira no ano de 1970.
O evento contará com a presença de atletas do atual elenco e do time da época que marcou história. Os torcedores poderão participar do lançamento que terá sessão de fotos e autógrafos.

Fonte: Avaí Futebol Clube 

domingo, 26 de julho de 2015

Avaí perdeu em casa

Roberto e Nino: jogaram muito
Foto: Jamira Furlani/Avaí Oficial



Um primeiro tempo onde o Avaí levou perigo ao gol atleticano com Nino Paraíba e Roberto explorando bem as jogadas pela ala direita. O Avaí teve apenas essa jogada de perigo criando chances claras de gols, mas não sendo aproveitadas: Nino e Roberto pela direita.

Percebendo isso, e com seu lateral esquerdo perdendo todas e com cartão amarelo, o técnico do time paranaense trocou seu lateral e aumentou a marcação em cima da ala direita Avaiana. 
Assim, o Atlético consegui anular a única jogada perigosa do nosso time.
Nossa meia cancha não criou nada!
E numa escapada atleticana, a bola encontrou um jogador adversário sem marcação. Com qualidade ele alçou a bola para o camisa 10 que abriu o placar. Falha de marcação no miolo da defesa Avaiana. Roberto, o melhor jogador em campo (juntamente com Nino), quase empatou ainda no primeiro tempo, mas caprichosamente a bola beijou o travessão e não a rede.

No segundo tempo com Nino preso na marcação, mas ainda contanto com as escapadas do Roberto, o Avaí continuou sem criação na meia cancha e com Tauã sumido em campo.
Lutando, mesmo sem jogadas trabalhadas, para empatar o jogo, Pablo conseguiu entrar na área atleticana e foi derrubado. Pênalti que o árbitro não marcou.

Kleina foi pra cima deles colocando em campo André Lima e Rômulo, e depois Juninho.  E numa jogada linda dos atacantes Avaianos, Roberto passou a bola para André Lima que rolou com qualidade, para Rômulo empatar o jogo.
Mas novamente o Atlético numa saída rápida para o ataque desempatou a partida, novamente com seu camisa 10 livre livre.
Aos 46 minutos, Roberto, que mesmo cansado continuava a incomodar a defesa atleticana, foi derrubado na área e dessa vez o árbitro marcou pênalti.
Juninho (?) foi o cara pegou a bola para cobrar. Mal, muito mal. Goleiro defendeu.
E assim o Avaí deixou de, ao menos, somar um ponto dentro de casa.

Precisamos ter mais escapadas para o ataque. Só pela ala direita é muito pouco e claro, vão sempre tentar anular as nossas jogadas por ali. Faltam jogadas de qualidade pela meia cancha.
Nossa zaga continua muita exposta.
Renan fez muita falta nesse jogo. Marquinhos também e não apenas por sua qualidade na meia cancha. Sabem quando, se o Galego estivesse em campo, que o Juninho pegaria a bola pra cobrar um pênalti onde o técnico mandou Renan Oliveira cobrar? Nunca!

sexta-feira, 24 de julho de 2015

A entrevista de Kleina no Debate Diário

Foto: Cristiano Estrela/Agencia RBS


Algumas pinceladas sobre o que disse Gilson Kleina na sua participação no programa Debate Diário de hoje na rádio CBN-Diário:

Sobre sua vinda para o Avaí:
" A imprensa paulista, principalmente me perguntava: O que você vai fazer no Avaí? Eu vim sabendo que precisava fazer um trabalho rápido (por causa do perigo de rebaixamento no estadual), mas foi o projeto aprensentado pelo Clube, que eu achei muito sério, que me fez aceitar a proposta Avaiana."

Dificuldades: 
" A equipe ainda está em formulação, mas temos tudo para crescer na competição."
"Temos dificuldade de infraestrutura. Isso provoca um gasto maior para o Clube quando se precisar buscar fora lugares para treinar."
"A maior dificuldade é financeira. Com a falta de investimento temos que achar a solução dentro do grupo e isso as vezes demora."

Pablo:
"Nunca vi o Pablo como um lateral. Quando tivemos a perda, por lesão, do Marquinhos e do Renan Oliveira eu utilizei o Pablo. Com ele eu tenho retomada, mas não tenho criação. Ele é de grande valia pra mim. Mas agora comecei a colocar velocidade pela beiradas."  (Ele se referia ao esquema de jogo com Nino Paraíba e atacantes abertos e velozes caindo pelas laterais e que sabem driblar - Tauã, Anderson Lopes e Roberto)

Hugo
"Precisa controlar seu lado emocional.  O Avaí é um Clube que tem que estar unido. Se não quiser respeitar a escolha do treinador, que respeite o seu colega de trabalho. Marquinhos e Emerson tem história no Clube, mas nem os dois tem cadeira cativa no time."
Camacho:
"É um jogador canhoto que joga mais com a  penúltima bola."

Anderson Lopes:
"Eu não abriria mão desse jogador, mas tem que olhar o lado financeiro do Clube. Hoje ele é meu titular."

Tauã:
O Avaí me pediu para olhar esse jogador que estava treinando no time B. Ele me chamou muito a atenção. Ele será o titular no jogo de sábado."

Rômulo:
"Será um grande jogador."

André Lima e William:
"Vem trabalhando muito, já emagreceu e tem muito talento. Está chegando em sua melhor forma. O William vem trabalhando da mesma forma."

Vagner: Tem dificuldades sim, mas precisamos valorizar o que ele tem de positivo. Embaixo do gol é muito bom e já nos salvou muitas vezes. Vem trabalhando muito para que possa evoluir e superar suas dificuldades."

Cartões amarelos:
"Qualquer reclamação toma-se amarelo. Como é fácil dar cartão para o Avaí. Eu defendo um poucos os atletas nessa questão. Muda-se a regra muito radicalmente no futebol brasileiro. Antes qualque mão da bola era pênalti, e mudaram isso também."

Propostas de outros Clubes:
"A gente não precisa de publicidade sobre isso, eu tive contato sim, do Botafogo e do Santos. Na minha cabeça estou convicto de que quero terminar o ano no Avaí. A diretoria sempre acreditou no planejamento e no nosso trabalho. Sempre tive respaldo dentro do Avaí. Acho que a CBF deveria estabelecer uma regra onde os Clubes só pudessem ter dois comissões técnicas, no máximo, por ano."

Uran:
"Meu relacionamento com ele é profissional. O Presidente Nilton é um homem muito esclarecido e já disse que nenhum empresário vai tomar conta do Avaí. Qualquer situação negativa dentro do Clube parece que ele está inserido em alguma corrupção. A seriedade é desenvolvida no Avaí. Tem coisas em Clubes de futebol que são movidas por interesses. No Avaí não há isso."

Esquema preferido: 
"4-2-3-1. O Avaí deu uma encaixada nesse sistema de jogo. Nesse momento o time tem que marcar primeiro. Nós ainda não podemos propor o jogo."

Nota da blogueira: Esclareço que tentei ser o mais precisa possível ao transcrever as respostas do treinar. Claro que nem todas as palavras são literalmente as ditas por Kleina. Mas nenhum sentido foi mudado ou distorcido por mim.